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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

ORGULHO, UMA VENDA EM MEUS OLHOS!

 

Orgulho, uma venda em meus olhos!

"Eu ainda possuía uma bela casa em um bairro nobre da minha cidade, um carro do ano e um diploma de médico".

Foi lá pelos idos do outono de 1982, que um amigo me convidou a assistir uma reunião de Alcoólicos Anônimos.

Dizia ele que era para dar apoio moral a um irmão seu, que havia recentemente ingressado em A.A.

Relutei muito, pois não acreditava neste negócio de grupos de auto-ajuda.

Como psiquiatra eu me achava o supra sumo da saúde mental. Se nós médicos não resolvêssemos, ninguém jamais resolveria. Ainda por cima eu pensava ser esta doença mais moral que orgânica ou mental.

Acabei indo a tal reunião, somente pela grande afetividade que nutria pelo meu amigo. Não gostei. Achei que aquele povo, em sua maioria analfabeto, nunca poderia ajudar a mim ou a algum outro. Mais uma vez dormi embriagado, naquela noite.

Não passava por minha cabeça que o convite não era por causa do irmão do meu amigo, pois ele não necessitava da minha ajuda, já que tinha o A.A. eu, sim, que era um homem carente, prepotente e emocionalmente doente. Antes de ser médico eu era um ser humano, e como tal poderia ser portador de qualquer doença, inclusive o alcoolismo.

Eles não iriam me ensinar medicina; iriam me informar como parar de beber, pois eu não sabia e isto não tinha nada a ver com meu lado intelectual.

Mas eu possuía um defeito muito perigoso, o orgulho, que era como uma venda a tampar minha visão, não me permitindo enxergar e entender isto.

Seis meses se passaram.

Eu ainda possuía uma bela casa em um bairro nobre da minha cidade, um carro do ano e um diploma de médico. Não tinha mais amigos nem colegas e meu consultório estava fechado há tempos; minha família havia me abandonado.

Minha esposa se foi e com ela se foram também meus dois filhos, ainda crianças. No dia 21 de novembro de 1982, acordei na minha grande e vazia casa, numa tremenda ressaca e muito depressivo. Olhei para as paredes do meu quarto e vi duas fotos dos meus filhos sorrindo para mim. Neste momento notei o que eu havia perdido. Tudo estava terminado. Não podia suportar a idéia de morrer aos poucos com estes tremendos sofrimentos. Só restava uma saída: o suicídio.

Como tinha dois revolveres, fui pegar um deles, o de maior calibre para dar um tiro em minha cabeça. Não encontrei nenhum deles, minha esposa antes de partir tinha dado fim nestas armas. O pânico tomou conta do meu ser. Tinha medo da vida e também da morte. O que fazer? Instintivamente me ajoelhei e gritei com toda minha força: - MEU DEUS ME AJUDE!

Recordo-me que naquele momento uma espécie de serenidade tomou conta de mim. Meu quarto parecia estar cheio de pessoas amigas e eu me sentia mais só. Fui ao telefone e liguei para meu amigo, que com um membro de A.A. me levou a uma clínica de desintoxicação.

Ao sair de lá comecei a frequentar as reuniões de Alcoólicos Anônimos, sendo que até hoje não mais bebi nem tive vontade de beber, pois encontrei a humildade.

Reconquistei tudo que havia perdido inclusive minha família.

Hoje sei que se ainda vivo é somente pela Graça de Deus e pela nossa querida Irmandade: Alcoólicos Anônimos.

JB. /Cuiabá/MT

A vida é o dia-dia. O hoje é tudo que temos. E qualquer pessoa pode passar um dia sem beber.

Primeiro tentamos viver no presente só para não beber e vemos que funciona. E, depois que essa ideia se torne parte de nosso modo de pensar verificamos que viver a vida em pedacinhos de 24 horas é uma forma eficaz e agradável de lidar com outros assuntos também.

(Viver Sóbrio)

 

Vivência nº. 103 Set. /Out. 2006.                                                  Colaboração, Grupo Carmo Sion de AA

GRUPO EM TERRA VERMELHA, CONVIDA - 12/01/2013 - SÁBADO


ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
GRUPO ARAÇÁS
Rua Caracas, 103 - Araçás - Vila Velha - ES - CEP: 29103-540
Reuniões: Segunda, terça, quarta e sexta 19:30h.
(Próximo ao Maderauto Material de Construção)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

TEMÁTICA PRIMEIRO PASSO


VENHA E TRAGA MAIS UM
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
GRUPO ARAÇÁS
Rua Caracas, 103 - Araçás - Vila Velha - ES - CEP: 29103-540
Reuniões: Segunda, terça, quarta e sexta 19:30h.
(Próximo ao Maderauto Material de Construção)

OS GRUPOS ANONIMOS DE MÚTUA AJUDA E O SÉCULO XXI

 

Pelo Dr. Eduardo Mascarenhas - Psicanalista
Vejo com a maior simpatia instituições como os Alcoólicos Anônimos e outras que derivaram dele. Não só já prestaram, prestam e prestarão inestimáveis serviços, como ainda representam um modelo de instituição moderna e democrática.
Creio que, no século XXI, a humanidade recorrerá cada vez mais a instituições desse tipo. Será a sociedade tratando a própria sociedade. Sem nada de autoridades ou superiores, nada de médicos, psiquiatras, psicanalistas ou psicólogos. Apenas pessoas que viveram na carne certos problemas, aprenderam a controlá-los e estão aptas a auxiliar pessoas com problemas semelhantes.
Não se fala tanto de democracia, de organização da sociedade, de fortalecimento de suas instituições privadas? Que é preciso que a sociedade esteja livre da inevitável burocracia do Estado?
Pois bem, instituições como esses grupos anônimos de auxílio mútuo fortalecem a sociedade civil, tornando-a mais autônoma do jogo de influências políticas. É a própria sociedade se auto administrando, buscando nela própria a solução de seus problemas.
Aliás, essa é uma boa maneira de evitar o empreguismo, a politicagem, os tráficos de influência, as mordomias, a corrupção, a arrogância dos burocratas. Chega de tecnocratas, de especialistas sabichões! Vamos devolver ao cidadão comum a plenitude de sua cidadania. Vamos extinguir os paternalismos e deixar as pessoas, elas próprias, inventarem os meios de enfrentar suas dificuldades. Acima de tudo, esse tipo de instituição não depende de nenhum Inamps da vida, está é alheia ao jugo estatal ou aos interesses de grandes empresas. Além disso, a mistura de classes sociais nesses grupos representa não só inestimável lição de vida como também de democracia. O convívio de pessoas diferentes resulta sempre numa experiência enriquecedora.
Os pobres, convivendo de perto com os ricos, poderão descobrir que estes não são feitos de outra argila e, a não ser pelos recursos exteriores, não são tão poderosos assim.
Já os ricos, convivendo tão de perto com os pobres, serão obrigados a enxergar mais além das aparências imediatas e descobrir que falta de escolaridade não é sinônimo de burrice, e que muitos analfabetos são capazes de rara sensibilidade e sabedoria. Não frequentaram os bancos acadêmicos, é verdade, mas cursaram a escola da vida.
Apesar de não possuírem qualquer coloração política, esses grupos anônimos de auxílio mútuo são, nesse sentido, profundamente políticos.
Não estou, com essas considerações, querendo diminuir a importância da medicina ou da psicanálise. Não se trata de opô-las aos grupos anônimos. Cada qual tem seu valor específico, sua eficácia específica e muitas vezes se complementam. Não há, por exemplo, nenhuma incompatibilidade entre frequentar um grupo anônimo e fazer psicanálise. Pelo contrário, pode haver até um ganho exponenciado, complementar. Por essas e outras, os grupos anônimos travam o melhor relacionamento possível com os profissionais da área de saúde. E - justiça seja feita - cada vez mais médicos e psicanalistas vêm mantendo excelentes relações com os grupos anônimos.
Claro que há exceções: alguns, por desconhecimento ou preconceito, já não agem assim; outros, por excessiva vaidade profissional, pela presunção de que tudo sabem e tudo podem.também não; isto sem contar, é óbvio, aqueles que hostilizam os grupos anônimos movidos por interesses inconfessáveis - temem perder clientes ou o monopólio de salvadores da humanidade adoecida ou aflita.
A meus pacientes de consultório que são alcoólatras ou padecem de alguma outra dependência química, não hesito um só momento em recomendar os grupos anônimos. Faço isso com a mesma naturalidade com que indico um gastroenterologista a um amigo que esteja com uma úlcera no estômago.
 
Colaboração Grupo Carmo Sion de AA


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sua busca pela humildade.

DR. BOB

Muitos coordenadores procuraram elevar sua responsabilidade, referindo-se ao Dr. Bob como “o fundador do maior, do mais magnífico e maravilhoso, do mais importante movimento de todos os tempos” etc. Em uma dessas ocasiões, Dr. Bob sussurrou: “O orador, certamente, está perdendo muito tempo”.

dr.bobA atitude do Dr. Bob frente aos altos elogios e aplausos em pé tinha algo a ver com sua busca pela humildade “uma coisa que a maioria de nós não possui”.

“Não acredito que eu tenha algum direito de estar orgulhoso por obter a sobriedade”, dizia. “Foi somente através da graça de Deus que consegui. Posso me sentir muito agradecido por ter sido privilegiado em conseguir...Se minha força vem de Deus, quem sou eu para ficar orgulhoso disso?”.

Sobre sua mesa, em seu consultório, Dr. Bob tinha uma placa que definia humildade: “É o silencio perpétuo do coração. É estar sem problemas. É nunca estar descontente ou atormentado, irritado ou ofendido; não se surpreender com qualquer coisa que me façam, sentir que nada é feito contra mim. É estar tranquilo quando ninguém me elogia e quando sou culpado ou desprezado, é possuir um lar abençoado em meu interior onde eu posso entrar, fechar a porta e me ajoelhar diante do meu Pai em segredo e estar em paz, como em um profundo oceano de tranquilidade, quando tudo ao meu redor e perto de mim parece ser um problema”.

A partir do ultimo gole de Dr. Bob e do inicio da Irmandade, sua histórias se entrelaçam – através da interdependência – com aqueles primeiros membros e dos Grupos pioneiros do Meio-Oeste.

Ainda em seus últimos anos, Dr. Bob foi levado a duras discussões e eventuais decisões que asseguraram o futuro de A. A. no mundo inteiro.

"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos"

Boas 24 horas

 

Colaboração Companheiro Wagner – SP