CURTIR

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

VENHA PARTICIPAR CONOSCO

image

"CONCEITO I"

 

"CONCEITO I"

Dr. Lais Marques da Silva

Ex-Custódio e Presidente da JUNAAB

Os substantivos definem as idéias. Dizemos que uma questão é substantiva quando ela contém o significado, a substância. Na designação “Doze Conceitos para Serviços Mundiais”, temos dois substantivos que devemos analisar detidamente a fim de que possamos compreender a totalidade dos seus conteúdos.

O primeiro é a palavra conceito. Recorrendo ao “Aurélio”, vemos que: 1. Em Filosofia, significa a representação de um objeto pelo pensamento, por uma das suas características gerais - abstração, idéia; 2. Ação de formular uma idéia por meio de palavras - definição, caracterização e, 3. Pensamento, idéia, opinião. Estas primeiras acepções nos transmitem o significado da palavra conceito porque respondem às indagações: qual a idéia e qual a sua definição?

O segundo substantivo é a palavra serviço. Com ela já estamos bem familiarizados, pois vivemos numa Irmandade animada pelo espírito de serviço, entendido como o ato de colocar a sobriedade ao alcance de todos os que a desejem. Os serviços definem o AA como o conhecemos e põem os seus membros em contato, em comunicação, com os que precisam de ajuda, os que querem parar de beber. O serviço em AA compreende tudo o que se venha a realizar para alcançar o alcoólico que ainda sofre e se compõe de uma grande variedade de atividades que vão desde o preparo de uma xícara de café até a manutenção do Escritório de Serviços Gerais. No entanto, o serviço básico, e também a razão primordial da existência de AA, é o de levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. O serviço dá à Irmandade a marca da ação. Alcoólicos Anônimos é uma sociedade de alcoólicos em recuperação e em ação.

Do mesmo modo que o objetivo de cada membro é a sua própria sobriedade, o dos serviços é colocar esta mesma sobriedade ao alcance de todos os que a desejem; “Cada grupo é animado de um único propósito - o de transmitir a mensagem ao alcoólico que ainda sofre”. O ideal de ajuda se constitui numa importante força de coesão para o grupo porque anima os seus membros em torno de um objetivo comum e, por isso, se torna um sólido alicerce para a Irmandade. Indispensável à Unidade, é a própria essência do Terceiro Legado.

A tarefa de estender a mão àquele que ainda sofre oferece a cada membro um trabalho suficientemente grande para polarizar a imaginação e os esforços dos seus membros e para fazer nascer um profundo sentimento de lealdade em relação ao grupo. “Razões tinham que ser encontradas para manter as pessoas autoritárias e causadoras de atrito em seus devidos lugares. Um adequando comitê de serviços, com considerável pressão, aliado a muito amor e confiança, provou ser a resposta”. O serviço traz recompensas imateriais para os que o realizam e é um dos pilares sobre os quais se assenta a recuperação individual.

Voltando ao tema, vemos que os serviços são mundiais e aí muita gente entende que não é da sua alçada em razão do adjetivo mundial, considerado o âmbito restrito da sua atuação individual. Mas os serviços têm uma outra dimensão, a espacial, uma vez que compreendem as ações que se desenvolvem nos grupos, as que são realizadas a nível nacional, as que ultrapassam as fronteiras de um país e as que são executadas a nível internacional. Como a Irmandade está em cerca de 147 países do mundo, os serviços se tornaram realmente mundiais. Assim, o alcance da Irmandade é global e a sua mensagem é dirigida à espécie humana, a todos os que têm problemas com a bebida.

Os Doze Conceitos, ligados ao Terceiro Legado, interessam em especial aos “servidores de confiança”, isto é, aos companheiros que se dedicam ao serviço. Com poucos anos de existência, a Irmandade contava com milhares de grupos, com uma Junta de Serviços Gerias, com uma Conferência e uma Revista. Era necessário, então, estabelecer as relações entre estas essas estruturas. Desta forma, quando o próprio Bill W. idealizou os 12 Conceitos, estabeleceu as relações que visavam, a meu ver, montar um sistema, como se espera que exista numa sociedade como aquela em que vivemos, preocupada com os controles, a retroalimentação e com a reformulação do planejamento. Os Doze Conceitos de AA dão a coesão necessária aos serviços e previnem a existência de superposições e, como tal, evitam dissensões.

Outro ponto que é necessário esclarecer é o conceito de Serviços Gerais. São serviços que os grupos não podem fazer por si mesmos, como: uniformizar, editar e distribuir uma literatura composta de numerosos títulos; fazer um trabalho de informação ao público padronizado a nível nacional; passar a experiência adquirida pelos grupos da nossa Irmandade como um todo aos novos grupos; atender, numa escala maior, aos pedidos de ajuda; publicar a Revista Nacional,etc.

Há frases que demonstram um grande poder de síntese e que dão uma idéia muito clara das coisas: “Os Passos são para o alcoólico viver e as Tradições são para a Irmandade viver”. Uma outra diz que “Os Passos ensinam a viver e as Tradições ensinam a conviver”. São frases que, sendo curtas, exibem um grande poder de síntese e encerram uma grande significação. No entanto, em relação aos Conceitos, fica um pouco difícil condensar, fazer uma ponte que os una como um todo. Resta o esforço de tentar costurá-los de modo a transmitir uma idéia condensada, uma visão global do seu conteúdo e é o que passamos a fazer agora.

Conceito I: Nele fica estabelecido que “A responsabilidade final e a autoridade suprema para os serviços mundiais recaem sobre os grupos de AA.” “Esta responsabilidade e a conseqüente autoridade foram transferidos para os grupos no decurso da Convenção Internacional de Saint Louis, em 1955”. Esta é a idéia do Conceito I.

Colaboração, Grupo Carmo Sion de AA

Dor e progresso na opinião de Bill W.



--
Hoje reunião aberta.
Não se afaste da sala.
O afastamento da sala, pode significar problemas no futuro bem próximo!
Não abandone o Grupo. A frequência as reuniões nos dá maior garantia quanto a possibilidade de interrupção do Programa (recaída)!
Esperamos você. A sim, ia me esquecendo: Venha e traga mais um.

 

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
GRUPO ARAÇÁS
Rua Caracas, 103 - Araçás - Vila Velha - ES - CEP: 29103-540
Reuniões: Segunda, terça, quarta e sexta 19:30h.
(Próximo ao Maderauto Material de Construção)


domingo, 16 de setembro de 2012

Quanto custa ser membro de A.A.?

 

Quanto custa ser membro de A.A.?

Não existem obrigações financeiras de nenhum tipo para os membros de A.A. O programa de recuperação do alcoolismo está à disposição de qualquer um que deseje abandonar a bebida, esteja sem dinheiro ou com milhões.

A maioria dos Grupos locais faz uma coleta, nas reuniões(Sétima Tradição), para cobrir o aluguel da sala, bem como outros gastos, inclusive o café, sanduíches, bolos, etc. Numa grande maioria dos Grupos, uma parte do dinheiro arrecadado dessa maneira é destinada, voluntariamente, ao Escritório de Serviços Gerais de A.A., para ajudar a custear seus serviços nacionais e internacionais. Esses fundos dos Grupos são utilizados exclusivamente para serviços destinados a ajudar Grupos novos e antigos a levar a mensagem do programa de recuperação de A.A. aos "milhões de alcoólicos que ainda o desconhecem" .

A idéia fundamental é que ser membro de A.A. não depende de apoiar financeiramente a Irmandade. Aliás, muitos grupos de A.A. estabelecem severas limitações sobre o montante de contribuição de seus membros. A.A. é inteiramente auto-suficiente e não aceita contribuições externas.

Fonte: Livro 44 Perguntas

Porque sou grata à Internet


 

Ao folhear a revista de nº 103, me deparei com matéria escrita por uma companheira, Silvia, como eu, e, como costuma acontecer em A.A. sempre encontramos alguma coisa com a qual nos identificamos, e, no presente caso, em princípio, foi o nome, mas ao iniciar a leitura, me veio à lembrança o meio do qual me utilizei para chegar à Irmandade, motivo pelo qual resolvi relatar minha trajetória dentro do A.A. e concomitantemente minha gratidão a todas as ferramentas que foram colocadas à minha disposição, inclusive a Internet.

Procurarei ser breve no que tange ao "antes", não me detendo no fundo de poço que aqui me trouxe, tais como: falência espiritual, perda da dignidade, da moral, do patrimônio a duras penas adquirido, da família, enfim, de tudo aquilo que conhecemos, ou por termos passado, ou por ouvir dos companheiros em cabeceira de mesa.

Desejo ressaltar é sobre a importância da Internet, o que significou quando da decisão de procurar ajudar e o que significa na minha recuperação.

Já ouvira falar de Alcoólicos Anônimos e de pessoas que haviam parado de beber, mas jamais pensei que um dia necessitaria fazer parte da mesma, afinal eu não era alcoólica, só exagerava um pouquinho (muito e diariamente), até que chegou a fatídica festa, na qual eu e meu companheiro, também alcoólico, após um porre daqueles, mais uma vez começamos a discutir, daí um conflito de proporções nefastas.

Decidida a não beber mais, achei que deveria procurar ajuda, pois havia parava várias vezes, mas acabava voltando. Dessa vez, meu orgulho me ajudou, pois, como eu, a Silvia poderosa, poderia chegar para alguém e admitir que fora derrotada pelo álcool?

Resolvida, recorri à Internet, onde encontrei nos sites alguns informes sobre como funciona, o endereço e horários dos Grupos próximos à minha residência.

Partimos, então, em busca do mais próximo, o qual não conseguimos localizar (havia mudado e não atualizara o endereço); tentamos outro, mas também não achamos.

Assim, foram 3 noites seguidas, e já quase desistindo resolvemos sair durante o dia para ver se achávamos, pois, eu concluíra que talvez por ser anônimo e as pessoas não quisessem ser vistas, entrando e saindo, deveria haver uma placa meio que invisível, bem escondida.

Para nos garantirmos, liguei então para o escritório que informou ser numa Igreja Evangélica, no que ele já relutou, dizendo que nos colocariam uma Bíblia embaixo do braço e que se isso acontecesse, ele não ficaria.

Resumindo, não achamos o Grupo (há duas Igrejas, de igual nome, na mesma rua). Partimos, então, para o outro, um pouco mais distante, ao qual retornamos à noite no horário da reunião, onde permanecemos há dois anos. Talvez não seja muito apropriado, mas ouso dizer que a Internet foi e continua sendo minha madrinha em A.A.

Sei que muitos devem estar me criticando julgando o que acabo dizer como uma aberração, mas tenho vários motivos para fazer tal afirmação, alguns dos quais passo a descrever:

- Ingresso: minha porta de entrada, em princípio, foi a Internet. A mão de A.A. que se estendeu quando pedi ajuda;

- Recuperação: participo dos Grupos on-line, AA-Brasil-Portugal e AA-Sobriedade, que muito me ajudam, não só com os depoimentos que leio, como, pelos que faço e aprendo muito com os temas ali abordados, a divulgação de textos da Literatura;

- estou sempre pedindo ajuda no esclarecimento de dúvidas e para tal me utilizo da experiência e conhecimento dos companheiros, que me socorrem, não só enviando matérias apropriadas, mas também com orientação de próprio punho;

- nos momentos de grande aflição despejo meu mau humor, ou o mar de lamentações, o que nem sempre posso fazer nas reuniões cara a cara, uma vez que, em geral, um dos alvos de minhas queixas (meu companheiro), também está na sala, onde evito levar problemas conjugais e/ou expor o próprio;

- às vezes necessito desabafar e é nos Grupos on-line que faço;

- nessas ocasiões, recebo imediatamente, retornos e mesmo puxões de orelha que me ajudam a encontrar o equilíbrio emocional e a tão almejada Serenidade;

Serviço: vez por outra colaboro nos temas semanais que circulam naqueles Grupos; sou membro do CAI-Área-RJ, que é o CTO, via rede.

Dentre os benefícios que recebo através da Internet, não posso deixar de mencionar o carinho e atenção que alguns companheiros sempre me dispensaram pelos quais nutro uma admiração especial, a quem devo muito da minha recuperação, aos quais muito agradeço por tudo o que já fizeram por mim, e por todos os que ali transitam.

Só lamento que nem todos podem ter acesso, alguns por não possuírem, ainda, um computador, e outros, que por teimosia e obstinação não aceitam, alegando, inclusive que os adeptos estão a um passo da recaída; não reconhecem o quanto podemos fortalecer nossa recuperação utilizando essa grandiosa ferramenta.

Particularmente, não deixo de freqüentar as reuniões no Grupo, prestar serviço e procurar a Literatura, enfim, lanço mão de tudo o que me é oferecido em A.A.

Esta foi a maneira que encontrei de demonstrar minha Gratidão à Irmandade, aos companheiros dos Grupos on-line, à Revista Vivência pela oportunidade de expor minhas toscas, porém sinceras, idéias e acima de tudo, ao Poder Superior pela sobriedade que me permite até enviar esta matéria para vocês.

Silvia - Niterói/RJ                Vivência nº 106 Mar/Abr: 2007           Colaboração,Grupo Carmo Sion de AA